6 de janeiro de 2009

Continho

ouvindo simples musicas, observando cada detalhe de todos os movimentos, quase esquecendo de respirar, lado a lado, calculando cada palavra, cuidando para os sentimentos não transbordarem, sentindo mais forte cada batida que o coração dava, não existe nem existia naquele momento palavra que fosse definir o que se passava pela cabeça deles naquele momento.
Cada vez, cada instante, cada dia que eles se aproximavam um do outro, as pessoas na volta, comentavam, fofocavam, o tempo todo sabiam que o que acontecia entre eles não era certo, não sabiam o que acontecia longe dos olhos atentos que cuidavam e vigiavam os dois...
Eles eram de mundos tão diferentes, sempre foram e sempre seriam, mas estavam cada vez mais juntos, andavam juntos na praia, na rua, no prédio..
Na cabeça dela era tudo tão magico, e ela tinha esperança que pra ele fosse também.
Era era uma boba, é essa a verdade.
Que alguma coisa acontecia ela sabia estava óbvio. Mas não era nem perto do que os de fora imaginavam. Ainda não era.
Ela sabia que um dia, em qualquer lugar do mundo, eles estariam sozinhos de novo, mesmo que no meio de uma multidão, eles estariam só eles, sem nenhum olho curioso pra julgar ou tentar definir o que se passava. Isso poderia ser num futuro muito próximo, ou muito distante, mas pra ela não importava, ela sabia, que aquilo que aconteceu seria ainda mais real e mais óbvio.
Foi escrito assim.

Um comentário:

Punka disse...

eles não sabiam como isso ia acabar;
E AINDA NÃO SABEM