Realmente, é muito difícil escolher qualquer coisa. Escolher entre e razão e emoção não seria diferente. Pode parecer muito mais fácil escolher a razão, a lógica, o esperado, o correto, o que olhando de cima parece (obviamente) mais fácil, o mais educado, o menos ousado, menos atirado, menos apaixonado aos olhos de muitos.
Porém, escolher o coração é mais ilógico, mais inesperado, mais (muitas vezes) errado, mais difícil, mais ousado, mais atirado, mais apaixonado.
O coração sempre grita para agirmos por impulso, para fazermos loucuras por amor, para agirmos de uma forma inesperada, para provarmos à pessoa amada que realmente à amamos, ou apenas para fugir para algum lugar com ela.
A razão, berra para seguirmos a lógica, e o que aprendemos com os conselhos de nossos pais; A razão, nos pede para não atendermos aquela ligação às 3 da manha, por que afinal, são 3 da manha. A razão, tenta nos impedir de ligar para ele às 3 da manha, por que afinal, são 3 da manha.
O problema, é que nesse caso, ambos trocaram razão por coração. Ambos telefonaram para o outro as 3 da manha, e seguiram a
emoção, ambos atenderam o telefonema, ambos admitiram que se amam, e ambos admitiram que vão mudar, e que irão fazer o possível para não errar mais, que pararão de agir por impulso, e que só irão em algum lugar se o outro for, ou estiver de acordo que o outro vá. Nesse caso, seguiram o coração.
O problema, é que no outro dia, a razão entra no jogo. E ai, passamos a ver o coração e as atitudes tomadas por ele, como um vilão. Como o malvado que só faz a gente errar e se arrepender. E nos damos conta, que realmente queremos mudar, que realmente amamos ele, que iremos sim fazer o possível para não errar mais, que pararemos de agir por impulso, e que realmente só vemos graça nos lugares que a pessoa que 'habita' nosso coração se encontra. E depois que percebemos que damos razão, às coisas feitas pelo coração, nos damos conta que não existe nem vilão nem mocinho em historias de amor, e que a razão completa o coração e vice-versa. E a verdade, é que precisamos aprender a mescla-las, de uma forma que possam se tornam um meio termo agradável.