4 de julho de 2009

Pôr-do-sol

Meus dias andam indecisos. Ou eles passam correndo, de uma forma inaproveitável, ou eles passam lentamente, de uma forma que me fere. Quando eles são perfeitos, de uma forma que eu quero que eles nao acabem, eles acabam.
E quando eu quero que eles terminem logo, eles demoram a passar, me machucam lentamente, me irritam profundamente.
Quanto mais eu olho o por do sol cada vez mais belo, com traços cada dia mais bonitos e criativos, no horizonte, mais eu quero momentos de reflexão junto dele.
O por do sol é uma das coisas que mais me acalma, mais me da forças pra continuar a viver, mais me faz dizer coisas belas, e mais me da ideias para suportar tudo o que eu preciso suportar. Talvez pela sua beleza, ou talvez por que ele termine do nada, assim como tudo que é bom.
Quando o por do sol acaba, vem a escuridão. A noite.
Que pode muito bem ser comparada com a felicidade e com a tristeza. Quando a felicidade acaba, vem a tristeza, que pode ser comparada com a escuridão, pelo menos por mim. A vida nos ensina tudo de uma forma bem dificil. Eu nao falo de matemática e português. Eu falo do jogo da vida. 90% das coisas que aprendemos com a vida, nos machucam, mas nos dão uma lição que poderemos levar para o resto da vida, ou apenas para o resto do dia. Depende de nós.

2 comentários:

Renata disse...

Tu tem razão, na maioria das vezes a vida ensina de forma difícil. É aquilo q eu sempre te digo: crescer dói.
Genial tu dizer q podemos decidir se levaremos essas lições p toda a vida ou apenas p o resto do dia.
Muita coisa n depende de nós, mas temos q fazer o máximo possível naquilo q depende...
Beijão
Mami

Betina disse...

bonito texto *---*