19 de dezembro de 2009

Naquela tarde fria de outono, Maria queria apenas deitar em sua cama, tomar um chocolate quente bem quentinho, e começar a ler aquele livro, que há tanto tempo, prometia para si mesma, que começaria. Deitou em sua cama com inúmeros cobertores, e deixou Nancy - sua gata- acomodar-se em um lugar confortável. Enquanto Maria lia seu livro tranquilamente, percebeu que as coisas não aconteceriam exatamente como ela e Nancy haviam planejado:
Maria percebeu, que alguma coisa acontecera, quando Nancy, levantou-se bruscamente, e miou raivosamente em direção a porta, de uma forma, que Maria jamais havia presenciado. Um rato, um outro gato, um cachorro, ou uma pessoa?
Maria ainda não sabia muito bem o que era morar sozinha, em uma casa tão grande. Acostumada, com seu pequeno, porém fino, apartamento no Rio de Janeiro, morar no interior em uma casa grande como aquela, lhe parecia realmente desconfortável e preocupante. Na cidade grande, como costumavam dizer pelo centro da doce cidadezinha em que Maria morava agora, tinha ficado um caso de amor, que durara anos, mas que infelizmente tinha sido desfeito, por causa da mudança repentina de Maria. Nessa tarde, uma das coisas que Maria queria pensar que não existia, era Pedro. Mesmo sem querer pensar nele, o primeiro pensamento que veio em sua cabeça foi ele, o perfume dele, o jeito dele, que realmente, a deixava louca só de lembrar. Nancy não costumava ter esse tipo de atitude nunca, muito menos quando Pedro estava lá. Mas, precisávamos levar em conta, que nenhuma das duas estava completamente habituada a casa nova. Nancy miou mais uma vez, e dessa vez, de uma forma mais assustadora ainda. Maria levantou rapidamente, vestiu o roupão de seda, lilás, que havia ganhado de Pedro no natal passado, junto com uma lingerie lindíssima, e suas pantufas da mesma cor, que eram macias como a seda do roupão, tomou coragem e foi até a sala. Com medo do que à esperava. Sua decepção foi maior, quando perceceu o que era. Um rato.
Ela não sabia, se isso se tornava bom, por não ser ele, ou ruim por - também - não ser ele, só sabia, que precisava ficar amiga dos vizinhos, antes que acontecesse alguma coisa, realmente séria. Voltou para o quarto, trancou a porta, e prometeu, que nunca mais iria pensar que Pedro seria capas de tal romantismo. Disse para si mesma em voz baixa, que historias de amor assim, acontecem apenas em filme.
Quando terminou de dizer isso, bateram na porta..

2 comentários:

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Aaai, e aí, era ele?
meeu Deus, teem q ser ele!
Embora eu concorde com ela quando diz q histórias de amor assim - em q o mocinho aparece justo na hora em que tudo está dando errado - bem q eu quero q alguém me convença do contrário - e a convença tb, ora!

Ahh, vai ter continuação, né?

Giovanna disse...

Boa história *-*